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| 02/07/2010 |
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| Às moscas |
| Apesar de abrigar centro cultural, casarão de 200 anos continua fechado e em péssimo estado de conservação |
| Cristina Romanelli |
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Construído entre o fim do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX, de frente para a Baía de Guaratuba, o Casarão do Porto assistiu à maior parte da história da cidade, no litoral do Paraná. O antigo armazém de comércio foi retratado por Jean-Baptiste Debret em “Guaratuba” (1827).
Na pintura, junto à casa de dois andares há outras construções coloniais. De acordo com o historiador Ricardo Tonolo, morador da cidade, na década de 1960 o mar se infiltrou sob a avenida beira-mar, fazendo-a afundar. Das casas antigas que existiam na rua, só restou o sobrado.
Utilizado para comércio e moradia, o local já foi restaurante e hoje abriga a Casa da Cultura. Segundo Alessandra, esposa de Ricardo, isso não garante a preservação. “A casa está pichada, tem terra no telhado e a madeira tem cupim. Não há nenhuma placa indicando que é a Casa da Cultura, e está quase sempre fechada”, protesta. Eles dizem que o casarão é uma das únicas construções coloniais da cidade. Além dele, há apenas uma igreja do século XVIII e duas casas menores.
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